Endoscopia Digestiva

A endoscopia digestiva alta (EDA) consiste na introdução de um endoscópico (tubo flexível longo, de pequeno diâmetro, com uma câmera acoplada) através da cavidade bucal, progredindo-se pela faringe, esôfago, estômago até segunda porção do duodeno, com a finalidade diagnóstica ou terapêutica.

INDICAÇÃO

As indicações para realização de EDA envolvem uma ampla variedade de sinais e sintomas relacionados, não só ao aparelho digestivo, mas também sistema respiratório e àqueles decorrentes de outras doenças, como por exemplo: desconforto e/ou dor em abdômen superior, dificuldade e/ou dor para engolir, regurgitação, azia, emagrecimento, perda de apetite, hemorragias digestivas (fezes ou vômitos escurecidos ou com sangue vivo), vômitos persistentes, diarreias, história familiar de neoplasia de estômago.  A endoscopia também pode ser realizada como procedimento terapêutico com a vantagem de ser um método minimamente invasivo e não requerer incisões abdominais. Colocação de balão intra-gástrico, colocação de sondas para alimentação em pacientes com dificuldade de deglutição, retirada de pólipos, tratamentos de lesões sangrantes, remoção de corpos estranhos são alguns exemplos.

PREPARO

O paciente deve manter jejum de 8 horas antes do exame para permitir adequada visualização da mucosa, no entanto algumas doenças específicas podem exigir um jejum mais prolongado. A ingesta de líquidos claros é permitida até quatro horas antes do exame. Os medicamentos em uso devem ser informados previamente, pois alguns precisam sem interrompidos com antecedência (AAS, clopidogrel, ticlopidina, entre outros). A dose matinal de medicamento oral não deve ser feita antes do exame, somente após a conclusão do mesmo.

SEDAÇÃO

Geralmente, o paciente é submetido à sedação intravenosa superficial e à anestesia tópica da garganta com o objetivo de reduzir a ansiedade e assim permitir um exame  confortável. Durante o procedimento, o paciente permanece deitado sobre o seu lado esquerdo, monitorado por oximetria de pulso e, em alguns casos, com oxigênio suplementar.

DURAÇÃO DO EXAME

O exame pode durar de cinco a vinte minutos ou mais, dependendo da área a ser examinada, do número de biopsias e da necessidade da realização de algum procedimento terapêutico.

RECUPERAÇÃO PÓS-EXAME

Após o exame, o paciente permanece na sala de recuperação pós-anestésica até estar bem acordado, sendo liberado com um acompanhante maior de 18 anos e capaz de conduzi-lo com segurança até sua residência. O paciente não deve dirigir ou realizar qualquer atividade que requeira sua atenção até o efeito do sedativo cessar completamente.

COMPLICAÇÕES

São situações raras que ocorrem em 0,1 % dos exames, acontecendo principalmente nos procedimentos terapêuticos